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Doenças Osteometabólicas

Osteoporose | Reposição de vitamina D | Raquitismo Osteomalácea

Osteoporose: informações para pacientes

A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos, tornando-os mais frágeis e aumentando o risco de fraturas. Isso acontece porque há redução da densidade mineral óssea (quantidade de osso) e alterações na sua estrutura interna, na mineralização e na composição da matriz óssea (qualidade do osso).

Quem é mais afetado?

A osteoporose é mais comum em mulheres, com incidência de cerca de 4 a 8 vezes maior do que em homens, principalmente após a menopausa. Nesse período, a queda dos níveis de estrogênio acelera a perda de massa óssea.

Fatores de risco para osteoporose

Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver osteoporose:
– Idade avançada
– Histórico familiar de osteoporose
– Raça branca ou amarela
– Baixo peso corporal
– Sedentarismo e imobilização prolongada
– Tabagismo
– Consumo excessivo de álcool
– Alimentação pobre em cálcio
– Uso prolongado de certos medicamentos, especialmente corticóides

Tipos de osteoporose

Osteoporose primária

Relaciona-se principalmente ao envelhecimento e à menopausa, sem outra doença de base que justifique a perda óssea.

Osteoporose secundária

Ocorre quando a perda óssea é consequência de outras condições, como:
– Doenças renais
– Doenças hepáticas
– Doenças endócrinas
– Doenças hematológicas
– Uso de medicações, sobretudo corticóides

Diagnóstico: densitometria óssea

O exame de escolha para diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea.
É um exame simples, de baixa complexidade, que permite:
– Avaliar a densidade óssea em locais como coluna lombar e fêmur
– Determinar o estágio da doença
– Acompanhar a resposta ao tratamento ao longo do tempo
Os resultados são expressos em T escore:
T escore menor que -2,5 DP em coluna lombar, colo do fêmur ou fêmur total confirma o diagnóstico de osteoporose
T escore entre -1,0 e -2,4 DP indica osteopenia (redução da massa óssea, mas ainda não osteoporose)
– Em pacientes com osteopenia, a ocorrência de fratura após queda de baixo impacto também sugere fortemente osteoporose

Tratamento da osteoporose

O tratamento tem como objetivos principais reduzir o risco de fraturas e melhorar a qualidade de vida. Ele é composto por medidas gerais e uso de medicamentos.

Medidas gerais

– Aumento do consumo de leite e derivados, ou suplementação de cálcio quando necessário
– Manutenção de níveis adequados de vitamina D
– Mudanças de estilo de vida: prática regular de atividade física, abandono do cigarro e moderação no consumo de álcool

Medicações utilizadas

1. Bisfosfonatos

Exemplos: alendronato, risedronato, ibandronato, ácido zoledrônico.
– São as medicações mais prescritas atualmente
– Reduzem a reabsorção óssea, ajudando a evitar a perda de massa óssea a longo prazo
– Podem ser administrados por via oral (1 vez por semana ou 1 vez por mês) ou por via endovenosa
– Em geral, recomenda-se reavaliar a necessidade de uso após 5 anos, devido à supressão excessiva do “turnover” ósseo
– Em casos graves, o tratamento pode ser mantido por tempo indeterminado, com acompanhamento médico

2. Ranelato de estrôncio

– Atua de forma dupla: inibe a reabsorção óssea e estimula a formação de osso
– Apresenta eficácia comprovada na redução do risco de fraturas
– Pode ser uma alternativa aos bisfosfonatos, em situações selecionadas

3. Raloxifeno

– É um modulador seletivo do receptor de estrogênio
– Age de forma semelhante ao estrogênio no osso, ajudando a aumentar a massa óssea, principalmente na coluna lombar
– Em outros tecidos, pode ter efeito diferente (agonista ou antagonista), dependendo do local de ação

4. Teriparatida (PTH 1-34)

– Análogo do hormônio da paratireoide (PTH)
– É um potente anabolizante ósseo, ou seja, estimula a formação de novo osso
– É a medicação mais eficaz para aumento de massa óssea
– Reduz o risco de fraturas vertebrais e não vertebrais
– O uso é limitado pelo alto custo e pela necessidade de injeções subcutâneas diárias
– O tratamento costuma ter duração de 2 anos

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