A falência ovariana precoce (FOP), também conhecida como menopausa precoce, é a perda da função dos ovários antes dos 40 anos. Estima-se que cerca de 1% das mulheres sejam acometidas desse mal.
O principal sinal é a amenorreia, ou seja, a interrupção das menstruações que antes eram regulares. Em alguns casos, o ciclo pode apenas ficar irregular por um tempo, até cessar completamente.
Causas da menopausa precoce
As causas são variadas e podem incluir:
– Alterações genéticas
– Tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia
– Doenças autoimunes, nas quais o próprio sistema imunológico passa a atacar estruturas do organismo, incluindo os ovários
Entre essas, a origem autoimune é uma das mais importantes, sendo responsável por cerca de 20% dos casos. Nesses quadros, é comum a associação com outras doenças, como:
– Doença de Addison (insuficiência adrenal, com produção insuficiente de cortisol)
– Hipotireoidismo autoimune
– Diabetes mellitus tipo 1
– Miastenia gravis
O diagnóstico costuma ser desafiador e muitas vezes é feito por exclusão de outras causas que possam justificar a falência ovariana.
Sintomas da falência ovariana precoce
Os sintomas se relacionam principalmente à queda do estrogênio e à perda da função ovariana. Entre os mais comuns, estão:
– Menstruações irregulares, que podem evoluir para ausência total de menstruações
– Ondas de calor (fogachos)
– Ressecamento vaginal
– Diminuição do desejo sexual
– Alterações de humor e emocionais
– Dificuldades de concentração e de memória
– Cansaço e sensação de indisposição