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Doenças da Hipófise

Hiperprolactinemia | Tumores hipofisários | Doença de Cushing | Acromegalia | Hipopituitarismo

Doenças da Hipófise

Os adenomas hipofisários são tumores benignos que se desenvolvem na hipófise, uma pequena glândula localizada na base do crânio, na região chamada sela túrcica. Essa glândula é responsável pela produção de hormônios que regulam diversas outras glândulas e funções do organismo.
Esses tumores podem ser:
Não secretores (não funcionantes): não produzem hormônios em excesso.
Secretores (funcionantes): produzem um ou mais hormônios em quantidade aumentada.
Quando são funcionantes, podem causar doenças específicas, de acordo com o hormônio produzido em excesso, como:
Hormônio do crescimento: gigantismo (em crianças) ou acromegalia (em adultos).
Prolactina: prolactinoma.
ACTH / cortisol: Doença de Cushing.
Os adenomas não funcionantes correspondem a aproximadamente 20–30% dos tumores hipofisários. Entre os tumores funcionantes, o mais frequente é o prolactinoma.

Sintomas

Os sinais e sintomas podem surgir por dois mecanismos principais:
1. Excesso de hormônios:
– Excesso de hormônio do crescimento:
– Crianças: crescimento linear exagerado (gigantismo).
– Adultos: aumento das extremidades (mãos, pés), alterações faciais e crescimento de partes moles (acromegalia).
– Excesso de cortisol (síndrome de Cushing):
– Ganho de peso, principalmente no tronco
– Rosto arredondado
– Fraqueza muscular
– Edema
– Estrias largas e arroxeadas, entre outros sintomas.
2. Efeito de massa (crescimento do tumor):
– Cefaleia (dor de cabeça)
– Alterações visuais, especialmente perda de campo visual, pela compressão do quiasma óptico, situado logo acima da hipófise.

Diagnóstico

A confirmação diagnóstica se baseia em três pilares:
– Avaliação clínica detalhada
Dosagens hormonais específicas, de acordo com a suspeita
Ressonância magnética da sela túrcica, que permite visualizar o tumor.

Tratamento

De forma geral, o tratamento é cirúrgico, com remoção do tumor pela via transesfenoidal (endonasal), ou seja, através do nariz, sem necessidade de craniotomia na maior parte dos casos.
Há duas exceções principais:
Adenomas não funcionantes pequenos: muitas vezes podem ser apenas acompanhados clinicamente e por exames de imagem.
Prolactinomas: o tratamento inicial costuma ser medicamentoso, com fármacos que reduzem a prolactina e o volume tumoral.

Prolactinomas

O prolactinoma é o tipo mais comum de adenoma hipofisário funcionante. Trata-se de um tumor benigno produtor de prolactina, hormônio que tem como principal função estimular a produção de leite após o parto.
– É mais frequente em mulheres, com predominância aproximada de 20:1 em relação aos homens.
– Costuma acometer principalmente adultos entre 20 e 50 anos.
Embora a prolactina esteja fisiologicamente relacionada à lactação nas mulheres, seu excesso provoca sintomas em ambos os sexos.

Principais sintomas

Em homens e mulheres:
– Diminuição da libido
– Infertilidade
– Redução da pilificação corporal
Em mulheres:
– Galactorreia (saída de leite pelas mamas fora do período de amamentação)
– Alterações do ciclo menstrual, podendo chegar à amenorreia (falta de menstruação)
À medida que o tumor aumenta de tamanho, podem surgir sintomas relacionados à compressão de estruturas vizinhas:
– Cefaleia
– Perda de campo visual
Hipopituitarismo, pela compressão do tecido hipofisário normal, com queda na produção de outros hormônios da hipófise.

Diagnóstico

A suspeita clínica geralmente nasce da combinação dos sintomas descritos. A confirmação é feita por:
Dosagem sérica de prolactina
Ressonância magnética da região da sela túrcica para identificação do tumor.

Tratamento

O tratamento de escolha é medicamentoso, com uso de agonistas dopaminérgicos, como:
– Cabergolina
– Bromocriptina
Essas medicações reduzem os níveis de prolactina e podem diminuir significativamente o tamanho do tumor, com resposta favorável em até cerca de 90% dos casos.
Em situações específicas – por exemplo, resistência ao tratamento medicamentoso, intolerância às medicações ou crescimento tumoral importante com compressão de estruturas vizinhas – pode ser indicada cirurgia transesfenoidal.

Hipopituitarismo

A hipófise produz vários hormônios que controlam outras glândulas endócrinas e participam de funções vitais, como:
– Crescimento
– Maturação sexual e fertilidade
– Metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas
– Controle do gasto energético
– Manutenção do equilíbrio hídrico e eletrolítico
Quando há deficiência na produção ou na ação de um ou mais hormônios da adenohipófise (porção anterior da hipófise), dá-se o nome de hipopituitarismo.

Causas

O hipopituitarismo pode ter diversas causas, desde situações relativamente comuns até doenças raras, por exemplo:
– Traumatismo craniano
– Tumores hipofisários ou hipotálamo-hipofisários
– Doenças inflamatórias ou infiltrativas, como sarcoidose
– Doenças genéticas
– Complicações pós-cirúrgicas ou pós-radioterapia na região hipofisária

Sintomas

Os sintomas variam conforme:
– Os tipos de hormônios que estão em falta
– O grau de deficiência hormonal
– A rapidez com que essa deficiência se instalou
Alguns exemplos:

Deficiência de hormônio do crescimento (GH)

– É uma das deficiências mais frequentes nas doenças hipotálamo-hipofisárias.
Em crianças: baixa estatura.
Em adultos: sintomas mais sutis, como fadiga, alteração do sono, diminuição da vitalidade, depressão e mudanças na composição corporal, com aumento de gordura e perda de massa magra.

Deficiência de gonadotrofinas (LH e FSH)

Leva à redução da produção de hormônios sexuais (estrógeno, progesterona e testosterona):
Em crianças: atraso do desenvolvimento puberal.
Em mulheres: amenorreia, diminuição da libido, atrofia mamária, infertilidade e perda de massa óssea.
Em homens: diminuição da libido, impotência, infertilidade, redução de massa muscular e óssea, alterações do sono.

Deficiência tireotrófica (TSH) – Hipotireoidismo central

– Provoca hipotireoidismo secundário, com quadro clínico semelhante ao hipotireoidismo primário (cansaço, ganho de peso, intolerância ao frio, pele seca, entre outros).

Deficiência de ACTH

– As células produtoras de ACTH tendem a ser mais resistentes, sendo geralmente as últimas a serem acometidas.
– Quando ocorre, leva ao hipocortisolismo, com sintomas como:
– Perda de apetite (anorexia)
– Náuseas e vômitos
– Perda de peso
– Astenia (fraqueza intensa)
– Dor abdominal
– Hipotensão postural (queda de pressão ao levantar-se)

Deficiência de hormônio antidiurético (ADH)

– Quando há comprometimento da secreção ou ação do ADH, pode surgir o quadro de diabetes insipidus, caracterizado por grande volume de urina diluída e sede intensa.
– Essa deficiência é menos comum que as demais.
O melhor diagnóstico de problemas na hipófise é feita pelo médico endocrinologista.

Sintomas

Os sintomas variam conforme:
– Os tipos de hormônios que estão em falta
– O grau de deficiência hormonal
– A rapidez com que essa deficiência se instalou
Alguns exemplos:

Deficiência de hormônio do crescimento (GH)

– É uma das deficiências mais frequentes nas doenças hipotálamo-hipofisárias.
Em crianças: baixa estatura.
Em adultos: sintomas mais sutis, como fadiga, alteração do sono, diminuição da vitalidade, depressão e mudanças na composição corporal, com aumento de gordura e perda de massa magra.

Deficiência de gonadotrofinas (LH e FSH)

Leva à redução da produção de hormônios sexuais (estrógeno, progesterona e testosterona):
Em crianças: atraso do desenvolvimento puberal.
Em mulheres: amenorreia, diminuição da libido, atrofia mamária, infertilidade e perda de massa óssea.
Em homens: diminuição da libido, impotência, infertilidade, redução de massa muscular e óssea, alterações do sono.

Deficiência tireotrófica (TSH) – Hipotireoidismo central

– Provoca hipotireoidismo secundário, com quadro clínico semelhante ao hipotireoidismo primário (cansaço, ganho de peso, intolerância ao frio, pele seca, entre outros).

Deficiência de ACTH

– As células produtoras de ACTH tendem a ser mais resistentes, sendo geralmente as últimas a serem acometidas.
– Quando ocorre, leva ao hipocortisolismo, com sintomas como:
– Perda de apetite (anorexia)
– Náuseas e vômitos
– Perda de peso
– Astenia (fraqueza intensa)
– Dor abdominal
– Hipotensão postural (queda de pressão ao levantar-se)

Deficiência de hormônio antidiurético (ADH)

– Quando há comprometimento da secreção ou ação do ADH, pode surgir o quadro de diabetes insipidus, caracterizado por grande volume de urina diluída e sede intensa.
– Essa deficiência é menos comum que as demais.
O melhor diagnóstico de problemas na hipófise é feita pelo médico endocrinologista.

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